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Mastite não lactacional: é possível ter mastite sem amamentar?

Quando falamos em mastite, é comum pensar imediatamente no período de amamentação. Mas essa inflamação também pode acontecer em quem não está amamentando – e recebe o nome de mastite não lactacional ou mastite não puerperal.

Embora seja menos frequente, essa condição merece atenção, principalmente quando os sintomas persistem ou voltam a aparecer.

Quais são os sintomas da mastite não lactacional?

Os sinais podem variar de intensidade e surgir em apenas uma das mamas. Entre os mais comuns estão:

  • dor ou sensibilidade;
  • vermelhidão;
  • sensação de calor;
  • inchaço ou endurecimento;
  • presença de um nódulo dolorido;
  • secreção pelo mamilo;
  • febre, calafrios ou mal-estar em alguns casos.

Ao perceber essas alterações, procure avaliação médica. Embora a mastite geralmente tenha tratamento, outras condições mamárias podem causar sintomas semelhantes e precisam ser investigadas corretamente.

O que pode causar mastite fora da amamentação?

A mastite não lactacional pode ter diferentes causas. Uma das formas mais conhecidas é a mastite periductal, que provoca inflamação nos ductos localizados próximos à aréola e apresenta forte associação com o tabagismo.

Também existem formas menos comuns, como a mastite granulomatosa, cuja causa pode não ser facilmente identificada. O Hospital Israelita Albert Einstein explica que a mastite não lactacional pode estar relacionada a diferentes processos e que quadros crônicos ou incomuns devem ser avaliados por um especialista (mastologista).

Por isso, não é indicado tomar antibióticos ou tentar tratar a alteração por conta própria. O cuidado adequado depende da causa e das características de cada caso.

Como o ultrassom das mamas ajuda na investigação?

Além da avaliação clínica, o ultrassom das mamas e das axilas pode ser muito importante na investigação. O exame permite observar o tecido mamário, avaliar áreas endurecidas e identificar coleções líquidas ou abscessos.

A ultrassonografia também ajuda a diferenciar o processo inflamatório de outras alterações e pode orientar os próximos passos do cuidado. Segundo a Radiologia Brasileira, publicação científica do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o ultrassom é o método de escolha na investigação de mastites complicadas por abscesso.

Dependendo dos sintomas e dos achados nos exames, pode ser necessário coletar material para análise ou realizar uma biópsia. Nos casos de mastite granulomatosa, por exemplo, a avaliação anatomopatológica pode ser determinante para esclarecer o diagnóstico e diferenciá-lo de outras alterações mamárias.

Mastite não lactacional tem tratamento?

Sim. O tratamento é definido conforme a causa e pode envolver medicamentos, acompanhamento clínico ou drenagem quando existe um abscesso. Quanto antes a alteração for avaliada, mais seguro e direcionado poderá ser o cuidado.

Na Lília, os ultrassons das mamas e das axilas são realizados pela Dra. Alécia Cecchini e pela Dra. Beatriz Daou Verenhitach. A Dra. Beatriz é especialista em Mastologia e Imagem da Mama e também realiza biópsias mamárias e Mamotomia, oferecendo uma investigação especializada, cuidadosa e acolhedora.

Dor, vermelhidão ou inchaço nas mamas não devem ser ignorados, mesmo fora da amamentação. A sua história importa e investigar é o primeiro passo para encontrar respostas.

Assista ao vídeo da Lília sobre mastite fora da amamentação e saiba mais sobre essa condição.

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